Café Colonial Mineiro Dona Lucinha

Uma vida é feita de histórias! São elas que constroem quem nós somos, balizam nossas decisões e alimentam o nosso espírito. Há sonhos que precisam ser vividos e uma hora serão, basta acreditarmos! Mas o que tudo isso tem a ver com o Café Colonial Mineiro do restaurante Dona Lucinha (Av. dos Chibarás 399 – Moema – SP)? A Elzinha Nunes, filha da Dona Lucinha e chef responsável pelo restaurante me contou como surgiu a ideia desse café colonial mineiro muito especial, que pode ser fechado para grupos a partir de 50 pessoas.

“Lembro que quando eu era pequena a minha avó paterna Elza, fazia muitas quitandas mineiras e tinha um guarda-comidas enorme, onde trancava todas elas para serví-las quando recebêssemos visitas. Ela era jogo duro com a gente! (rs) Por isso ficávamos felizes quando vinha alguém de fora. Certa vez, o presidente Juscelino Kubitschek veio nos visitar, ele era apaixonado por doces e na casa da minha avó foi uma festa daquelas! O guarda-comidas foi destrancado e a gente se esbaldou!”

Pois desde aquela época ela lembra-se das quitandas da sua avó, dos cafés, do capricho para receber as visitas e há muito tempo alimenta essa ideia de resgatar parte da sua história e também as receitas de sua família. Hora de abrir o guarda-comidas para todo mundo que quiser festejar, grupos a partir de 50 pessoas, no Dona Lucinha. Questionada sobre a possibilidade de abrir mesmo um Café Colonial Mineiro em tempo integral, revela que é outra parte de seu sonho, quem sabe em breve!

Dá só uma olhada nesse melado de engenho!

Mas vamos lá aos acepipes que se revezam nas mesas desse autêntico Café Colonial Mineiro, um dos melhores e mais originais de São Paulo.

Nada como comer um Fubá Suado…

…bebendo um Queimadinho – o fubá suado ou insuado ou cuscus de panela – é assim chamado porque o fubá cozinha lentamente em fogo baixo, enquanto que o suor da tampa da panela vai pingando sobre ele. Misturado com manteiga da fazenda, rapadura e queijo meia cura é o tira jejum do mineiro. Pra acompanhar, o Queimadinho feito com leite e rapadura. Vou contar pra vocês que é daquelas coisas que comemos uma vez e queremos comer sempre!

E a coalhada aveludada de tão espessa e cremosa,acompanhada divinamente com um mel de engenho e grãos!

Para abrir os trabalhos, talvez seja melhor provar antes o suco de couve e agrião orgânicos; é muito bom e saúde nas veias!

Tem também o mingau de fubá, grossinho, gostosinho, tão comfort food!

Os bules e chaleiras são de ágata e guardam preciosidades como o curioso e aromático Chá de Cabeça Cansada, que leva maracujá azedo e doce e maçãs, inclusive as cascas.

Hora de tomar um café coado na boa companhia do Bolo de Fubá Cremoso

Bolinho de Chuva,

Queijadinhas,

Palito (biscoito receita da bisavó),

Pau à Pique (fubá de moinho de pedra com especiarias e meia cura),

Quebra Quebra (feito com araruta),

Bolachinha

ou mesmo do Pão de queijo e do biscoito de polvilho.

Queijo Minas e geleias também não faltam. E o Curau de milho verde, feito com milho de verdade!

É tanta coisa boa, que dá pra passar horas provando esse café colonial mineiro!

fotos: Alessander Guerra

Alessander Guerra

6 Comentários

  1. Elzinha minha amada prima, vc já sabe o quanto lhe admiro, e sempre eu digo a vc,
    PRIMA VC VAI MUIIITO LONGE, essa,café colonial é perfeita, PARABÉNS QUERIDA, tenho certeza q vai ser um sucesso,porque existe comida mineira deliciosas, café colonial mineiro fantásticos,mas COMIDA MINEIRA E CAFÉ COLONIAL SERRANO,ah esses só serranos sabem fazer certo? Bjs enormes pra vc e que continue lhe abençoando, sempre.
    Amo vc, sua prima-irmã.
    Maguinha

  2. E de dar agua na boca. Parabéns.
    Gostaria de saber se vc passa pra gente a receita de pau a pic.
    Minha vó me ensinou, mas como está muito velhinha acho que não está lembrando mais como é. Depois de assado ele murcha todinho. Ficarei muito grata. Obrigada.
    Sônia de Pitangui MG.

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