Dicas para comprar um bom azeite

Vez ou outra aparecem matérias nas tvs, jornais, revistas e internet falando de azeites falsificados. Então achei legal fazer essa matéria com Dicas para comprar um bom azeite e também Dicas para degustar azeites.

Nas prateleiras dos supermercados encontramos uma infinidade de azeites dos mais diversos países e com preços bem variados. Muitos carregam na embalagem, por exemplo,  a palavra “extravirgem”; no entanto, nem sempre essa informação é verdadeira.

A fraude de azeites, bem como de outros produtos, é um problema mundial. Assim, a melhor forma de saber que está comprando um azeite de qualidade é ficar bem informado.

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Oliva SP

O Estado de São Paulo, apesar de produzir uma pequena quantidade – cerca de 50 mil litros por ano – possui uma variedade de rótulos que já conquistaram prêmios em concursos nacionais e internacionais.

Aliás, cabe ressaltar que várias regiões brasileiras tem produzido azeites de excelente qualidade, #ficaadica provem!

A Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo mantém 23 cientistas para estudar o cultivo de azeitonas. Chamado de Oliva SP, o grupo foi instituído em 2009 e tem auxiliado com tecnologia e assistência técnica produtores paulistas e de outros estados brasileiros.

Entre os membros do Oliva SP, temos a pesquisadora Edna Ivani Bertoncini, que atua na Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA) e fez uma live sobre azeite de oliva realizada pelo SP Gastronomia, da Secretaria de Cultura e Economia Criativa.

“São Paulo produz oliveiras em cerca de 600 hectares e toda a produção é concentrada em altitudes acima de 900 metros, por conta do frio necessário para o florescimento da planta. Percebemos, porém, um interesse grande dos produtores em iniciar o plantio. Cerca de 10-15 produtores entram na atividade por ano”, conta a pesquisadora da APTA.

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Dicas para comprar um bom azeite

Segundo informações da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios :

– Compre azeites envasados em embalagens bem escuras. A luz é um dos fatores que prejudicam a qualidade dos azeites.

– Produtos envazados em embalagens de metal (lata) podem ser uma boa opção, mas as latas não podem estar batidas.

– Verifique se os produtos estão expostos no supermercado em locais frescos e sem a incidência direta de luz.

– Opte por produtos com data de envase mais recente e só consuma azeites dentro do prazo de validade.

A pesquisadora Edna Ivani Bertoncini ressalta, porém, que a data de envase do azeite nem sempre corresponde ao dia em que ele foi extraído. É sabido que algumas empresas demoram muito a fazer o envase após a colheita das azeitonas.

– Prefira comprar embalagens menores do produto, assim é possível consumí-lo de forma mais rápida e dentro do prazo de validade.

Importados

– Desconfie de produtos muito baratos. Afinal, um litro de azeite extravirgem produzido na Europa custa de 6 a 10 Euros, ou seja, de R$ 30 a R$ 50, isso sem as taxas de importação e lucro do importador e revendedor. Produtos importados da Europa e vendidos no Brasil com preço abaixo disso, podem não ter a qualidade esperada.

Os azeites da América do Sul podem chegar a preços menores no mercado brasileiro, em função da redução de impostos para o Mercosul.

– Observe o rótulo. Evite comprar azeites que foram produzidos e envasados em locais diferentes. Apenas a informação do local de envase não é suficiente para identificar a procedência do produto.

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Minhas observações

A procedência tem a ver com onde as azeitonas foram plantadas e colhidas e não onde foram prensadas para se transformarem em azeite.

Assim, quanto menos as azeitonas viajarem para virarem suco, melhor. Bem como, quanto mais rápido forem prensadas após a colheita.

Afinal, as azeitonas começam a oxidar logo deixam a oliveira.

Diferente de bons vinhos, que podem ser guardados por anos; bons azeites devem ser consumidos o mais fresco possíveis, pois vão perdendo qualidade.

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Dicas para armazenar azeite em casa

A pesquisadora Edna Ivani Bertoncini informa:

– Não adianta comprar um bom produto e armazená-lo de forma incorreta. O melhor azeite do mundo ficará rançoso um dia, e se mal conservado esse dia será breve.

– Deixe o azeite sempre longe de locais quentes. Opte por guardá-lo em armários frescos e longe da luz, e sempre as embalagens tampadas.

– Luz, calor e presença de oxigênio são inimigos da qualidade de azeites. A temperatura correta de armazenagem é entre 15 a 18ºC.

– Não guarde o produto destampado.

Além de “dicas para comprar um bom azeite e como armazená-lo”, veja abaixo explicações da pesquisadora da APTA sobre “como fazer uma análise sensorial de azeites em casa”.

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Dicas para degustar azeites

Para fazer a análise sensorial é necessário um copo de café descartável e cerca de 15 ml de azeite.

1 – Coloque o azeite no copo de café descartável.

2 – Incline o copinho e o feche com as mãos.

3 – Esquente o copo girando-o na palma das mãos por cerca de 20 segundos. O objetivo é esquentar o azeite. Nas degustações profissionais, o azeite deve estar a uma temperatura de 27ºC para ser analisado.

Aroma

4 – Cheire o azeite. A azeitona é uma fruta e o azeite é o seu suco. Por isso, o cheiro do azeite deve ser frutado, de fruta verde (grama cortada, folha macerada, maçã verde e amêndoa verde) ou madura (banana e maçã madura). Esses são cheiros que devem ser obrigatoriamente encontrados em azeites extravirgens.

5 – Se identificar cheiro de ranço, ou seja, de óleo de fritura muito usado e manteiga estragada ou odor de aquecimento (que é um cheiro de azeitona em conserva), ou ainda odor de vinagre;  significa que houve problemas na conservação do azeite e/ou no processo de pós-colheita das azeitonas. Saiba que estes são defeitos e que não deveriam ser encontrados em um azeite extravirgem.

6 – Se o azeite tiver uma intensidade de frutado e não apresentar defeitos, pode ser classificado como extravirgem. Se tiver frutado e tiver defeitos, ele cai para a categoria de azeite virgem de oliva. Se não tiver frutado e tiver defeitos com intensidade muito alta, é classificado como azeite lampante e não deve ser consumido.

Paladar

7 – Coloque na boca uma pequena quantidade do azeite.

8 – Rode o produto pela cavidade bucal.

9 – Trave os dentes e faça um movimento de sucção. Ao fazer esse processo, você vai poder sentir o amargo nas laterais da língua e o picante com picadinhas em cima da língua e na garganta. Quanto mais amargo e picante for um azeite, maior sua quantidade em polifenóis e mais benefícios ele traz para sua saúde.

Observação da especialista

Caso tenha comprado um azeite e ele apresentar os defeitos citados acima em intensidades perceptíveis e não ter as qualidades de frutado verde ou maduro e na embalagem estiver escrito extravirgem, não compre mais esta marca. Denuncie o produto e o seu lote para o supermercado, Procon e Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). Assim estará contribuindo para a seleção de bons azeites no mercado brasileiro.

 

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Alessander Guerra

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