>Emoções de uma chef de cozinha

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Escrevi no twitter e facebook que passei o final de semana no Grande Hotel São Pedro, à convite do Hotel-Escola do Senac.  Resolvi começar esse primeiro post  falando do fim porque, na verdade, a melhor história, aquela que põe humanidade no negócio, veio na madrugada de sábado para domingo.
Após um jantar delicioso no restaurante Engenho das Águas (depois vou falar dele e postar fotos) a chef Patrícia Fontana, que comanda todas as cozinhas do Grande Hotel São Pedro (restaurantes Grande Hotel e Engenho das Águas e os Bares) me levou para um tour pelos bastidores do seu espaço de trabalho. E assim fomos nós visitando as várias praças Garde Mange, Padaria e Confeitaria, Açougue, Legumeria, Almoxarifado; mas e a Cozinha Quente? Estava em reformas, para ganhar nova estrutura. Então, a  Patrícia me levou para um outro lugar. Senta que lá vem história! Coincidência ou não esse foi o último espaço que visitei já quase 1 da madrugada do domingo.

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Estava escuro mas eu li: Laboratório de Cozinha 1. A chef entrou e acendeu as luzes, logo um grande corredor se iluminou e nós começamos a andar. Era como se tudo que eu tinha visto até agora, todas as praças, estivessem compactadas num só lugar. Cada uma dividindo um pequeno espaço, mas todas trabalhando em harmonia. Uma versão em algum lugar do passado da cozinha.
E a Patrícia começa a me contar emocionada:  “Essa era a Cozinha Pedagógica! Nós fazíamos todas as aulas aqui”. Foi naquele espaço, em 1998, que a história dela começou fazendo o CCI – Cozinheiro Chef Internacional criado pelo Senac em parceria com o CIA – The Culinary Institue of América. Lá ela aprendeu tudo com seus grandes mestres, cortou, ralou, provou. “A gente montava umas mesas e chamava pessoas para comerem aqui cobrando baratinho”. Eu conseguia enxergar o que ela me contava.

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Depois de formada, em 1999, Patrícia deixou a Cozinha Pedagógica e foi trabalhar no Roanne, restaurante que era do chef francês Emmanuel Bassoleil, passou também pela cozinha do Hotel Transamérica Ilha de Comandatuba (Bahia) com o chef italiano Massino Barletti e retornou à São Paulo para ser subchefe novamente de Bassoleil, agora no restaurante Skye (Hotel Unique). Até que veio o convite, aceito com lágrimas, para que a chef comandasse a cozinha do Grande Hotel São Pedro.
Isso já faz um tempo, mas uma surpresa, relativamente nova, trouxe um tempero adicional na vida da Patrícia. Lembra que eu falei que a Cozinha Quente está em reforma? Então, enquanto ela não é entregue sabe onde a chef e sua equipe estão se virando? Exatamente, na tal “Cozinha Pedagógica” onde ela se formou.
O tempo passa, os equipamentos se modernizam, mas a vida volta sempre ao essencial que é se emocionar. Sucesso chef, muito obrigado pela acolhida!

Eu e a chef Patricia Fontana7 - >Emoções de uma chef de cozinha

Alessander Guerra

8 Comentários

  1. >Participei de vários seminários e reuniões de minha empresa nesse hotel. O almoço era mais barato, justamente porque éramos cobaias dos aprendizes. Mas, cada comida gostosa!!
    Forte abraço
    joão

  2. >Em 1991, logo no comecinho do ano, eu trabalhei na implantação do sistyema de exaustão desta gigantesca cozinha do Grande Hotel São Pedro. Em 1994, voltei ao hotel para fazer a limpeza das máquinas e dos dutos.Muito me emocionei ao ver as fotos.

  3. >Fiz Hotelaria nesse mesmo Campus em 2006/2007!

    Lembro da Patricia durante os estágios pelos setores do hotel.

    Saudades dessa época!

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